Nos últimos dias, o termo médico SIBO ganhou espaço fora dos consultórios ao ser citado por Selena Gomez. A sigla, que significa Small Intestinal Bacterial Overgrowth, descreve o supercrescimento de bactérias no intestino delgado. O assunto ganhou repercussão após a cantora comentar sobre o tema ao responder críticas ao corpo.
SIBO ocorre quando o equilíbrio de microrganismos no intestino delgado é afetado. O excesso de bactérias ou a presença de tipos inadequados prejudicam o funcionamento intestinal, comprometendo a digestão e a absorção de nutrientes.
Entre os principais sinais estão dor abdominal, inchaço, gases, náusea, indigestão, diarreia ou constipação, cansaço e perda de peso sem explicação. Esses sintomas costumam se confundir com outras doenças gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável.
O relato de Selena Gomez trouxe visibilidade ao tema e ao desafio de lidar com o inchaço abdominal, que pode variar ao longo do dia e não está necessariamente ligado ao peso. A artista afirmou que convive com a condição sem se considerar vítima.
Para diagnosticar a SIBO, médicos costumam usar um teste respiratório que mede gases como hidrogênio e metano na respiração. Em alguns casos, podem ser solicitados exames de sangue, fezes ou de imagem para identificar causas ou complicações.
Diversos fatores podem contribuir para SIBO, incluindo alterações na motilidade intestinal, problemas estruturais no sistema digestivo e outras doenças gastrointestinais. O objetivo é tratar os sintomas e investigar a origem do quadro.
O tratamento costuma combinar antibióticos para reduzir o crescimento bacteriano com ajustes na alimentação, suplementação nutricional e medidas para aliviar sintomas. Em muitos casos, há necessidade de investigar condições associadas que afetam o intestino.
A história de Gomez destaca a importância de compreender que mudanças no corpo podem ter causas internas complexas. O tema reforça a necessidade de avaliação médica e de uma abordagem integrada da saúde intestinal.
Entre na conversa da comunidade