Aos 16 anos, Boyan Slat viu mais plástico que peixe durante mergulho na Grécia e criou a maior iniciativa de limpeza de oceanos. A partir dessa ideia escolar nasceu a The Ocean Cleanup, organização sem fins lucrativos fundada em 2013.
Hoje, a operação afirma ter removido 46 milhões de quilos de lixo por meio de barreiras flutuantes de cerca de 2 quilômetros. A meta é eliminar 90% do plástico nos mares até 2040, um objetivo que guia investimentos e pesquisas da entidade.
A abordagem combina diferentes frentes. Em rios, o projeto utiliza embarcações autônomas chamadas Interceptors para bloquear o lixo na fonte. No oceano, barreiras de 2,2 quilômetros são rebocadas por navios de apoio para coletar detritos, com foco em áreas históricas de poluição. Em 2024, foram 112 extrações bem-sucedidas.
Os impactos são distribuídos entre operações em água doce e mar. Parte significativa dos 46 milhões de quilos retirados veio de leitos fluviais, onde os Interceptors atuam para reduzir a entrada de resíduos nos ambientes aquáticos. A organização planeja expandir a atuação com o Programa 30 Cidades, além de dois novos interceptores na América Central em 2025, e utiliza mapeamento automatizado para localizar zonas de maior concentração de detritos.
A proposta tecnológica envolve investimentos contínuos em robótica e engenharia aeroespacial, com o objetivo de tornar as ações mais eficientes e escaláveis. A organização sustenta que a intervenção direta na fonte pode reduzir impactos ecológicos e estimular políticas públicas mais rigorosas contra a poluição.
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