O El Niño deve retornar entre maio e julho, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A previsão indica um episódio intenso, ainda com alguma incerteza pela primavera no hemisfério Norte.
O fenômeno eleva as temperaturas na superfície do Pacífico equatorial central e oriental, alterando ventos, pressão e precipitação ao redor do mundo. O ciclo oscila com La Niña e condições neutras entre os episódios.
O último El Niño contribuiu para 2023 ser o segundo ano mais quente já registrado e 2024, o mais quente. Modelos apontam alta confiabilidade na tendência, apesar de incertezas sazonais.
Previsões e incertezas
A OMM aponta que os modelos indicam forte consenso sobre a intensificação do El Niño, mas a previsão tem restrições associadas à primavera. A confiabilidade tende a aumentar após abril.
Especialistas do ECMWF destacam a possibilidade de o evento ser o mais forte em aproximadamente 140 anos. O intervalo entre 2026 e 2027 é citado como palco de maior risco de intensidade.
Impactos globais previstos
Se confirmar, o El Niño pode acionar secas severas em várias regiões e chuvas intensas em outras, com risco de enchentes. Américas, África, Ásia e Oceania podem sentir efeitos distintos.
No Brasil, o fenômeno tende a favorecer quedas de chuva no Nordeste e maior volume no Sul. A climatologista citou que nem todos os eventos se repetem igual, e fatores locais influenciam os impactos.
Brasil e consequências regionais
Os impactos incluem aumento de calor, ondas de calor e alterações no regime de chuvas. A previsão também sinaliza maior risco de enchentes no Sul e de secas em partes do Nordeste, dependendo do padrão do episodio.
Segundo especialistas, o aquecimento global intensifica as flutuações climáticas, elevando a probabilidade de eventos extremos. A comunidade científica reforça a necessidade de monitoramento contínuo.
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