Na Inglaterra, na década de 1990, a Pfizer conduzia ensaios clínicos com um medicamento experimental para hipertensão arterial e angina. Um efeito colateral inesperado chamou a atenção: voluntários relatavam ereções mais frequentes durante os testes.
O princípio ativo, a sildenafila, dilata vasos sanguíneos, elevando o fluxo no pênis em vez do coração. A empresa decidiu redirecionar os estudos para a saúde sexual e, em 1998, o Viagra recebeu aprovação da FDA para tratar disfunção erétil.
O medicamento foi aprovado e chegou ao mercado internacional, com lançamento no Brasil no mesmo ano da aprovação norte‑americana. A bula indica ação entre 12 e 30 minutos, com duração de até quatro horas, exigindo estímulo sexual para funcionar.
Uso recreativo e automedicação
Especialistas destacam mitos sobre o Viagra: o fármaco não aumenta libido, não prolonga a ereção além do normal nem amplia o tamanho do pênis. O benefício principal é psicológico, associado à autoconfiança de alguns homens.
Estudos apontam que o uso recreativo por jovens saudáveis não produz efeitos fisiológicos significativos. A automedicação pode trazer riscos, principalmente para quem tem histórico cardíaco, já que o medicamento pode aumentar a demanda cardíaca durante o ato sexual.
Riscos e consequências
Entre os efeitos colaterais comuns estão dor de cabeça, tontura e rubor facial. Em situações menos frequentes, podem ocorrer alterações de pressão, convulsões e sensação de visão turva. Casos graves incluiriam ataque cardíaco, AVC ou morte súbita.
É enfatizada a necessidade de avaliação médica antes de iniciar o uso, especialmente para quem tem histórico de problemas cardíacos. A bula também proíbe uso por mulheres e menores de 18 anos.
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