A incorporação de fármacos como semaglutida e tirzepatida tem mudado o tratamento da obesidade nos últimos anos. Estudos mostram redução de peso quando associados a mudanças no estilo de vida, mas profissionais alertam para o uso apenas com indicação médica e acompanhamento.
Para o médico Gustavo Darezzo, os novos medicamentos são ferramentas importantes, porém não soluções isoladas. O tratamento precisa considerar composição corporal, ingestão de proteína, função metabólica e exames, com monitoramento individualizado.
Além disso, há preocupação com a perda de massa magra durante o emagrecimento. Revisões recentes indicam que, embora haja redução de gordura, parte dos pacientes pode perder músculo sem orientação nutricional e de treino adequados.
Atenção também aos sinais de efeitos adversos ou reganho de peso após a interrupção. Queda de cabelo, unhas frágeis e cansaço podem indicar falta de suporte ou ajustes na estratégia terapêutica.
Avanços e cuidados
A orientação de sociedades médicas aponta tratamento integrado: avaliação clínica, plano alimentar, acompanhamento da composição corporal e revisões de dose. A abordagem busca segurança, ciência e eficácia ao longo do tempo.
Conduta clínica recomendada
O objetivo é manter função, força e qualidade de vida, não apenas reduzir números na balança. O uso de fármacos deve ocorrer com indicação clínica, suporte nutricional e acompanhamento multidisciplinar contínuo.
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