A solidão pode representar uma ameaça real à saúde cardiovascular. Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, publicaram na revista Nature Human Behaviour um estudo que mostra maior risco de infarto, diabetes tipo 2 e outras complicações entre pessoas socialmente isoladas. A pesquisa analisou cerca de 42 mil britânicos.
Os dados indicam que o isolamento social está associado a elevados níveis de proteínas no sangue, como ADM e ASGR1, que podem impactar a saúde do coração. A ADM está ligada ao estresse e à oxitocina, com possíveis alterações cerebrais e elevação do risco de mortalidade precoce. A ASGR1 correlaciona-se ao aumento do colesterol e de doenças cardíacas.
A relação entre saúde mental e saúde física é destacada pela comunidade médica. O estudo reforça que problemas emocionais podem influenciar a função cardíaca, e o equilíbrio emocional, bem como a convivência social, atuam como fatores protetores contra doenças cardiovasculares.
Resultados do estudo
A análise de 42 mil britânicos aponta que o isolamento social pode favorecer alterações bioquímicas associadas a maior risco cardiovascular e, subsidiariamente, a doenças metabólicas. Os pesquisadores ressaltam a importância de redes de apoio social para a saúde física.
Sobre o especialista
Dr. Roberto Yano, cardiologista formado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, comenta que a saúde mental está intrinsecamente ligada ao funcionamento do coração, especialmente em casos de estresse crônico, ansiedade e solidão.
Fonte: MF Press Global
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