Cerca de 26% dos homens e 21% das mulheres em São Paulo não mediram a pressão arterial no último ano, de acordo com pesquisa realizada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). O estudo também mostra que 25% dos entrevistados não se lembraram dos valores da última aferição.
O levantamento ouviu 843 pessoas, com questionários aplicados por ligas de cardiologia de várias cidades do interior, litoral e capital. Entre quem lembrou os números, 31% apontaram pressão alta e 44% indicaram valores normais entre os homens; entre as mulheres, 27% disseram pressão alta e 48% valores normais.
Andrei Sposito, diretor científico da Socesp, ressalta que aproximadamente 30% dos adultos no Brasil convivem com hipertensão. Segundo ele, metade ou mais das pessoas diagnosticadas não está adequadamente tratada, e alguns tomam medicamentos de forma insuficiente.
A hipertensão é, na maioria das vezes, uma doença silenciosa. A falta de acompanhamento eleva o risco de infarto e acidente vascular cerebral, além de aumentar a probabilidade de demência no longo prazo, conforme especialistas citados pela Socesp.
Como medir a pressão arterial
A pressão arterial é a força do sangue nas artérias, medida em mmHg. O método envolve dois números: sistólica (pulso) e diastólica (reposição). Valores acima de 140/90 mmHg caracterizam hipertensão.
O Ministério da Saúde recomenda aferir pelo menos uma vez ao ano para adultos acima de 20 anos; com histórico familiar, a frequência deve ser maior. Aferições podem ocorrer em casa, postos de saúde ou farmácias, desde que o procedimento siga orientações básicas.
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