Após quase 200 anos, araras-vermelhas-grandes voltaram a nascer na Mata Atlântica, segundo o Ibama. Dois filhotes foram observados neste mês, em Porto Seguro, sul da Bahia, após o sucesso de um programa de reintrodução.
O nascimento integra o projeto iniciado em 2022 no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama. A iniciativa busca devolver a espécie ao litoral brasileiro, que ficou sem a ave por desmatamento e captura ilegal.
As aves vieram de cativeiro, por meio de doações ou apreensões. No centro, cada indivídua recebe chip, anilha, avaliação de saúde, quarentena e treinamento em viveiro de voo para adaptação ao ambiente natural.
Desdobramentos do projeto
Em 2024, o primeiro grupo — 35 aves — foi solto em área de Mata Atlântica com sete mil hectares de regeneração, incluindo a Estação Veracel em Porto Seguro. Criadores acompanharam o processo de adaptação.
Às vistas de especialistas, caixas-ninho já estavam ocupadas no primeiro ano. Em 2026, casais passaram a defender as estruturas, sinal de reprodução. A observação ocorreu a distância, confirmando o comportamento reprodutivo.
Os filhotes foram vistos voando e recebendo alimentação dos pais. O Ibama destacou a importância ecológica da arara-vermelha-grande, que dispersa sementes e contribui para a regeneração florestal ao percorrer longas distâncias.
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