O Conselho Federal de Nutrição proibiu o uso de inteligência artificial por nutricionistas para simular resultados clínicos, ampliando restrições relacionadas a publicidade de marcas de alimentos, suplementos e laboratórios. A norma passa a vetar a prescrição, indicação ou associação de imagens profissionais a marcas.
A decisão não impede o uso de IA para outras finalidades, mas exige que o nutricionista deixe claro onde houve utilização da tecnologia, especialmente em ações como a elaboração de cardápios e métodos. A medida visa evitar indução de erro em pacientes por meio de simulações geradas pela IA.
Além disso, a regra reforça que a IA não substitui o atendimento direto do profissional, mantendo a relação clínica humana como base do atendimento. A norma também reforça a responsabilidade ético-profissional vinculada a marcas parceiras, para evitar incentivos econômicos que possam influenciar recomendações.
Impactos e perspectivas
Especialistas apontam que mudanças semelhantes podem ocorrer em outras profissões no futuro, acompanhando a evolução da IA. O debate inclui a necessidade de transparência sobre o uso da tecnologia em serviços, especialmente em conteúdo voltado ao público.
Segundo o especialista em tecnologia Arthur Igreja, as normas reforçam a separação entre atuação profissional e publicidade associada a marcas, reduzindo o risco de recomendações com estímulo financeiro. Ele destaca a importância de evitar que a IA crie realidades inexistentes.
Entre na conversa da comunidade