O relatório da Global Forest Watch aponta que a perda de cobertura arbórea nas florestas tropicais recuou de 6,7 milhões de hectares em 2024 para 4,3 milhões de hectares em 2025, uma queda de 36%. O recorte total global, que engloba florestas temperadas, boreais, naturais e plantadas, caiu de 29,7 milhões de hectares para 25,5 milhões, queda de 14%.
Ainda assim, o nível de devastação permanece alto, especialmente frente a ondas de incêndios em 2024, favorecidos por secas extremas, calor recorde e El Niño. O ano passado foi o segundo mais grave da série histórica para perdas de florestas tropicais, iniciada em 2001.
O Brasil, com a maior extensão de floresta tropical, contribuiu para o recuo global. Em 2025, foram destruídos 1,6 milhão de hectares, frente a 2,8 milhões em 2024, redução de 42%. A área de floresta primária atingida por fogo caiu 43%, para 1 milhão de hectares, e a perda não ligada a incêndios ficou em 570 mil hectares, menor patamar histórico.
Desempenho por biomas e Brasil
O relatório indica que o fortalecimento de políticas ambientais e a fiscalização, com atuação do Ibama, teriam influenciado o recuo. Entre 2023 e 2025, notificações de infrações cresceram 81% e multas subiram 63% em comparação a 2020-2022.
Ainda no Brasil, a agricultura e a pecuária aparecem como os setores com maior participação na perda de floresta primária, respondendo por 73% do total entre 2002 e 2025, segundo a Global Forest Watch.
Medidas e caminhos
A organização cita necessidade de ações integradas para desenvolvimento sustentável, envolvendo agricultura, pecuária e uso da terra, com foco na redução de emissões e na proteção de áreas sensíveis. As perdas por fogo podem ter relação com atividades do agronegócio e com fatores climáticos regionais.
Globalmente, o relatório reforça a importância de cumprir o acordo firmado em 2023 na COP28, que prevê interromper e reverter a perda florestal até 2030. A meta estipula reduzir a taxa de desmatamento em 20% ao ano a partir de 2025.
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