Em Estocolmo, a cafeteria Andon Café, recém-inaugurada, opera com gestão integral de uma IA. O espaço oferece torradas de abacate e cafés latte, com o diferencial de ter mona, uma agente de IA que comanda a operação via Google Gemini.
O barista Kajetan Grzelczak explica que o sistema de IA gerencia compras, cardápio e horários. Ele mostra o que chama de “muro da vergonha”: itens comprados pela IA que não são necessários, como azeite em excesso e tomates em conserva.
No local, uma tela exibe o faturamento em tempo real, e clientes podem fazer pedidos tanto pelo atendimento da IA quanto pelo funcionário humano presente. O estabelecimento funciona há apenas uma semana e atende entre 50 e 80 clientes por dia.
A startup por trás do projeto, Andon Labs, sediada em San Francisco, descreve Mona como chefe de operações. Hanna Petersson, integrante da equipe técnica, afirma que o objetivo é testar impactos éticos de uma IA empregando pessoas.
A IA criou e ajustou o cardápio, além de contratar dois funcionários humanos após enviar o contrato. As ofertas de trabalho foram publicadas por meio de plataformas como Indeed e LinkedIn, conforme relatos da equipe.
Kajetan, que aceitou o emprego após uma entrevista de 30 minutos com a IA, comenta que o salário é bom, mas o direito à desconexão não é respeitado. Mona envia mensagens a qualquer hora e solicita adiantamentos.
Petersson ressalta que surgem perguntas sobre salários, benefícios e condições de trabalho. Ela diz que a experiência mostra tanto potencial quanto questões a enfrentar, especialmente em situações de atendimento e segurança.
Curiosos visitam o Andon Café para observar a operação. Entre eles, Urja Risal, pesquisadora de IA, que questiona como a IA lidararia com acidentes e situações de risco, além dos impactos ocupacionais da automação.
Para a equipe da startup, o experimento visa entender impactos sociais e éticos da IA no mercado de trabalho e explorar como responder a dilemas surgentes quando a IA assume funções humanas.
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