Ao longo dos anos, ilhas surgem, somem e reaparecem em mapas por motivos geológicos e geográficos. Fenômenos naturais, atividade vulcânica e erros de navegação ajudam a explicar esses enigmáticos avanços e recuos.
Formações instáveis costumam ter areia, lama vulcânica ou sedimentos soltos. Marés, correntes, ventos e sismos influenciam sua permanência ou desaparecimento temporário.
Na prática, essas ilhas podem nascer de processos vulcânicos ou de acúmulo de sedimentos, e desaparecer quando a água as cobre ou quando o gelo e as tempestades as deslocam.
Exemplos históricos
A Ilha Jeannette, no Ártico, ganhou notoriedade após a expedição de 1881 liderada por George W. De Long. O navio USS Jeannette ficou preso no gelo e acabou esmagado.
Durante o trajeto, a expedição descobriu uma ilha não mapeada, cuja existência foi questionada por relatos conflitantes de expedições posteriores, diante das dificuldades de localização.
Formada por rochas vulcânicas e coberta por gelo, a ilha do Ártico é de difícil acesso, o que contribui para seu caráter enigmático. Expedições soviéticas no século 20 a registraram, porém com variações geográficas.
O contexto da descoberta ajudou a classificá-la entre as ilhas misteriosas que intrigaram exploradores e cartógrafos por décadas.
Ilhas que desaparecem
A Ilha Bermeja, no Golfo do México, apareceu em mapas até o século XIX, cerca de 100 km ao norte da Península de Yucatán. Nas décadas seguintes não foi mais avistada.
Teorias sobre o sumiço vão desde erro cartográfico a erosão natural causada por correntes oceânicas. Há quem aponte remoção deliberada de mapas para redefinir áreas petrolíferas.
Zalzala Koh, Paquistão, emergiu em 2013 após um terremoto de 7,7 graus no Mar da Arábia. Restos de lama, rochas e gases compunham a ilha temporária.
Relatos indicam que a ilha tinha cerca de 20 metros de altura e 90 metros de largura, com cheiro de gás sulfúrico devido à geologia local. Em 2016, imagens mostraram seu alargamento e submersão.
Entre os exemplos contemporâneos, as Ilhas Ogasawara (Bonin), ao sul de Tóquio, apresentam atividade submarina que gera ilhas temporárias, como Nishinoshima, que cresceu com erupções em 2013 e continua ativa.
Estudar essas ilhas é crucial para entender a dinâmica geológica e os impactos das mudanças climáticas, além de prever riscos costeiros e orientar políticas de uso do ambiente.
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