O limão-taiti é uma lima ácida, Citrus latifolia, da mesma família da laranja. A origem é tropical, e o nome veio do fato de as sementes serem trazidas do Taiti.
A popularidade do limão-taiti cresceu na segunda metade do século 19, quando passou a ser cultivado na Califórnia, nos Estados Unidos. Com o tempo, atingiu diferentes mercados e ganhou espaço na cozinha.
O limão-taiti surgiu do cruzamento entre o limão-siciliano, considerado o “verdadeiro”, e o limão-galego (lima). A produção brasileira expandiu-se no século 20, e hoje figura entre as frutas mais exportadas pelo país, principalmente para a Europa.
As diferenças entre as variedades aparecem no visual e na estrutura do fruto. O limão-taiti tende a ser menor, arredondado, com casca fina e verde em todas as fases; o siciliano é oval, com casca mais espessa, muitas sementes e amadurece para o amarelo.
Apesar de serem ácidos, o limão-taiti costuma ter sabor mais suave que o siciliano. No Brasil, a produção de taiti concentra-se em São Paulo, Minas Gerais, Pará e Bahia, enquanto a do siciliano ocorre em São Paulo e Bahia.
O limão-taiti tornou-se um dos cítricos mais usados na culinária por ser refrescante e prático. Por não ter sementes, facilita o preparo de bebidas e de receitas que exigem o suco da fruta.
Fonte: reportagens publicadas em 21/02/2025.
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