Em uma área rural próxima a Rena, no leste da Noruega, arqueólogos encontraram 2.970 moedas de prata da Era Viking, formando o maior tesouro já identificado no país. O achado ocorreu durante escavações em um sítio ainda em investigação, após sinais vindos de uma busca com detector de metais.
A descoberta começou com peças isoladas que, ao longo do tempo, se consolidaram em um acúmulo contínuo. Segundo a arqueóloga May-Tove Smiseth, o volume superou todas as expectativas, levando equipes multidisciplinares a intensificar as escavações e a vigilância do local para preservação.
Retrato da economia viking
Ao todo, as moedas representam cunhagens de diversas regiões da Europa, com destaque para Inglaterra, territórios germânicos e moedas escandinavas. Entre os nomes de governantes presentes, aparecem Canuto, o Grande, Etelredo 2º e Haroldo Hardrada, entre outros.
O conjunto evidencia uma circulação de moeda estrangeira significativa na região até o século 11, precedendo a adoção de uma moeda nacional sob Harald Hardrada. A cronologia sugere que o tesouro foi enterrado durante esse período de transição econômica.
Origem e significado do volume
Ainda não há consenso sobre a origem inicial do acervo. A hipótese mais citada aponta para excedentes da produção regional de ferro, com metalurgia e comércio envolvidos na formação de reservas de prata, formadas para reserva de valor ou proteção em tempos de instabilidade.
Fragmentos de prata cortada e itens transformados em unidades de troca reforçam a ideia de uma economia mista, com moedas e metal bruto convivendo como meio de economia regional. As peças ajudam a reconstituir a circulação de bens na época.
Impacto e próximos passos
Especialistas afirmam que a descoberta pode transformar a compreensão sobre a Era Viking, indo além de registros de saque para enfatizar redes de comércio e circulação de riqueza. As escavações seguem em andamento, com monitoramento constante do sítio para preservação.
O Tesouro de Mørstad já se apresenta como referência para estudos sobre a transição econômica na região, destacando a complexidade das relações comerciais e tecnológicas da época. A descoberta é considerada histórica por autoridades e pelo setor científico.
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