O Antonov An-225 Mriya, a maior aeronave de carga já construída, tinha envergadura de 88 metros e capacidade de transportar até 250 toneladas. O projeto, que começou na década de 1980, visava levar o ônibus espacial soviético Buran acoplado às costas do avião. O conjunto exigia seis motores e um trem de pouso com 32 rodas para distribuir o peso de até 640 toneladas na pista.
A aeronave apresentava uma cauda em X com estabilizador duplo, solução necessária para manter a estabilidade com a carga externa. Além disso, foi adaptada à frota comercial da Antonov Airlines após o fim do programa espacial, tornando-se um ícone da engenharia do leste europeu. Registros de órgãos internacionais indicam exigência de pistas de categoria especial para operação.
Arquitetura e capacidades
O Mriya contava com seis motores turbofan e um compartimento de carga de 1.300 metros cúbicos. A velocidade de cruzeiro atingia cerca de 800 km/h, e a aeronave media 84 metros de comprimento.
Recordes logísticos
Entre as marcas, destacavam-se a envergadura de 88,4 metros, o maior espaço de carga entre os cargueiros ativos e a janela de carga frontal com nariz articulado. Em comparação, o Boeing 747-8F tem menor capacidade (cerca de 137 toneladas) e utiliza portas na frente e lateral.
Papel durante a pandemia
Durante a pandemia de COVID-19, o Mriya foi utilizado para transportar milhões de máscaras, suprimentos médicos e hospitais de campanha entre continentes, agilizando a logística de emergências em voos únicos.
Destruição e futuro
A aeronave foi destruída em 2022 durante o conflito na região. A Antonov anunciou planos de reconstrução utilizando fuselagem de uma segunda unidade, ainda que os custos e desafios tecnológicos sejam significativos. O legado do Mriya persiste nos registros de engenharia aeroespacial, como referência de capacidade e inovação.
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