O Cantareira, principal reservatório da região metropolitana de São Paulo, continua registrando queda no volume. No fim de março houve leve alta devido às chuvas de fim de verão, mas desde 9 de abril os registros voltaram a cair. Nesta quinta-feira, o Cantareira operava com 42,5% da capacidade total, queda de 1,3 ponto percentual em três semanas.
O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne outros seis mananciais, caiu de 56,5% em 9 de abril para 54,5% nesta semana. A explicação apontada é o baixo volume de chuvas nos primeiros quatro meses do ano.
Chuvas não repondo mananciais
Segundo o Inmet, a estação Mirante de Santana, na zona norte, acumulou 598,9 mm de janeiro a abril, abaixo da média histórica de 865,9 mm para o período. Considerando apenas a água que cai sobre os reservatórios do Cantareira, foram 58,3 mm em abril contra 80 mm previstos.
Nas previsões para os próximos cinco meses, a chuva somaria cerca de 290 mm, ainda abaixo da média para o período. Em igual faixa do ano passado, houve 183,4 mm, o que não garante recuperação dos níveis.
Medidas e impactos
A Sabesp tem promovido ações para ampliar a segurança hídrica, como a integração entre sistemas produtores e reforço da rede para reduzir perdas. A Arsesp manteve a redução de pressão da água na região metropolitana entre 19h e 5h, desde agosto, mesmo com melhoria pontual dos níveis.
Entre agosto e março, a economia estimada de água com a medida foi de 126,46 bilhões de litros, volume suficiente para atender ao consumo mensal de cerca de 22,18 milhões de pessoas.
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