Durante muito tempo, o diagnóstico de artrose no joelho parecia levar à cirurgia de prótese. Hoje, avanços em terapias regenerativas ajudam a controlar a dor e preservar a articulação por mais tempo em muitos pacientes, segundo o médico Bruno Butturi Varone.
A artrose do joelho é uma das principais causas de dor e limitação funcional, sobretudo após os 50 anos. O desgaste da cartilagem provoca dor, rigidez e dificuldade para caminhar, levando, em alguns casos, à opção pela prótese.
A mudança no tratamento envolve enxergar a doença como resultado de inflamação, alterações metabólicas e estilo de vida. Além do controle de peso, fortalecimentos musculares e fisioterapia, terapias injetáveis têm ganhado espaço no manejo da dor e da função articular.
Terapias ortobiológicas e o MFAT
Entre as abordagens inovadoras, as terapias ortobiológicas utilizam componentes do próprio organismo para modular a inflamação. O MFAT, por exemplo, usa tecido adiposo processado para favorecer um ambiente regenerativo na articulação.
Embora não haja cura, o objetivo é reduzir sintomas, manter a função e possivelmente retardar a progressão em pacientes selecionados. A aplicação clínica depende de avaliação individualizada.
Quando preservar a articulação é viável
Em estágios iniciais ou moderados, estratégias combinadas podem manter a articulação funcional por anos. A decisão envolve idade, atividade, desgaste da cartilagem, alinhamento do joelho e intensidade da dor.
Intervenções precoces podem reduzir a progressão do desgaste em alguns casos, postergando a cirurgia. Em outros, a prótese continua sendo a opção mais eficaz para recuperação de mobilidade.
O conjunto de tratamentos disponíveis demonstra que o caminho entre dor persistente e cirurgia imediata é possível. Com diagnóstico adequado, acompanhamento médico e uso criterioso das novas terapias, muitos pacientes permanecem ativos por mais tempo.
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