Jared Isaacman, administrador da Nasa, estava em Washington para comemorar o fim da primeira viagem humana à Lua em mais de meio século. A visita ocorreu pouco depois do sucesso da missão Artemis II.
A administração de Donald Trump propôs cortar quase um quarto do orçamento da Nasa, incluindo a área de ciência. Na prática, busca reduzir recursos de projetos científicos para financiar a exploração humana.
Na última semana, o setor espacial aprovou, no Congresso, planos divergentes. A subcomissão de comércio, justiça e ciência da Câmara rejeitou a proposta de 18,8 bilhões de dólares para 2027 e aprovou um orçamento de 24,4 bilhões de dólares.
A oposição ao corte argumenta que sem ciência não há exploração espacial. Parlamentares, entre eles Hal Rogers e Chris Van Hollen, destacam a importância de manter programas de ciência não apenas para missões humanas, mas para descobertas planetárias.
No encontro com Trump, Isaacman defendeu que a Nasa pode fazer mais com menos, inclusive mantendo a ambiciosa ideia de uma base lunar de 20 bilhões de dólares até o fim da década.
Organizações científicas, lideradas pela Planetary Society, organizaram campanhas para preservar o financiamento à ciência da Nasa, ressaltando que robôs desempenham papel crucial em mapeamento lunar e estudos de solo.
Especialistas ressaltam que cortes severos podem prejudicar programas de Marte e a liderança dos EUA na exploração espacial por décadas, caso as propostas avancem sem contrapartidas.
Segundo dirigentes e pesquisadores, a oposição ao corte é ampla dentro do Congresso, com apoio de diversas regiões que veem a Nasa como motor de ciência e tecnologia no país.
Entre na conversa da comunidade