Ao Brasil passa a integrar, ao lado de Japão, Alemanha, Austrália e Singapura, a prática de incorporar cisternas subterrâneas de captação de chuva já na fase de fundação das casas. A medida reduz o consumo de água potável e pode valorizar o imóvel no mercado.
A ideia é prever o armazenamento na base da construção para otimizar custos e uso do terreno. Diferente de caixas d’água embutidas, a cisterna subterrânea mantém a água em temperatura estável, diminuindo riscos de microrganismos.
A Agência Nacional de Águas (ANA) tem promovido diretrizes que incentivam o aproveitamento de água pluvial para fins não potáveis. Despesas com água passam a ter menor pressão sobre as concessionárias locais.
Cuidados técnicos na fundação
A construção de cisternas subterrâneas exige impermeabilização com mantas ou aditivos no concreto. A fundação recebe cálculo para suportar a pressão externa do solo e o peso da água interna, evitando fissuras.
Impactos no valor do imóvel e na gestão hídrica
Imóveis com sistemas de reaproveitamento de água ganham apelo no mercado de construção sustentável. Em áreas com crise hídrica, compradores valorizam a resiliência contra racionamento.
Estudos apontam que imóveis com cisterna embutida podem reduzir até 40% da conta de água, comparados a imóveis convencionais. A valorização é associada ao selo de sustentabilidade.
A adoção de cisternas subterrâneas, segundo especialistas, pode favorecer a independência de recursos hídricos locais. O custo inicial tende a se pagar com a economia na fatura mensal de água e esgoto.
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