O drone MQ-28 Ghost Bat, desenvolvido na Austrália, é apresentado como um “leal escudeiro” autônomo para caças tripulados. A ideia envolve drones armados que voam ao lado de aeronaves como F-35 e F/A-18, sob comando humano para designar missões.
Com IA, os drones executam táticas de forma autônoma, sem controle remoto constante. O piloto humano atua como comandante, orientando o esquadrão e mantendo a formação, mesmo diante de interferências inimigas.
A operação, conduzida pela Royal Australian Air Force (RAAF) em parceria com a divisão de defesa da Boeing, visa demonstrar proteção aos pilotos e redução de risco em combates.
Inovações no design modular
O nariz do Ghost Bat é modular, com design *snap-on* que permite trocar sensores, radares ou armas em poucas horas. Essa flexibilidade facilita missões de espionagem ou ataque rápido conforme o campo de batalha.
Dados técnicos desclassificados apontam alcance operacional superior a 3.700 km, comprimento de 11,7 metros e propulsão por motor a jato único, similar a modelos comerciais adaptados.
Furtividade e IA embarcada
A fuselagem utiliza materiais que absorvem sinais, reduzindo a refletância radar. O formato angular desvia as emissões e evita janelas de cockpit, contribuindo para a furtividade.
Além da invisibilidade aos radares, o drone opera com emissão eletrônica mínima e transmite dados táticos ao piloto humano por feixes criptografados, em comunicação direcional.
Perspectivas para a defesa aérea
O Ghost Bat é visto como parte de uma evolução rumo a equipes híbridas, combinando capacidade humana com precisão de máquina. A missão é ampliar a proteção de caças tripulados e reduzir custos de operação.
A interoperabilidade com plataformas de defesa e a maneira como a IA aprende com cada missão são pontos centrais para a avaliação tática e econômica dessas aeronaves. A implementação prática depende de avanços adicionais e de avaliações estratégicas.
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