A emissão de metano permanece em níveis considerados muito altos, conforme alerta da AIE (Agência Internacional de Energia). A França recebe nesta segunda-feira uma conferência internacional para discutir a redução desse gás, principal contribuinte do aquecimento global após o uso de energia. O encontro ocorre durante a presidência francesa do G7 e reúne ministros, representantes do setor econômico e especialistas.
A organização destaca que aproximadamente 580 milhões de toneladas de metano são liberadas globalmente a cada ano, com 60% atribuídas a ações humanas. Entre as atividades responsáveis, a agricultura lidera, seguida pelo setor de energia, foco das discussões em Paris. O metano tem potencial de aquecimento muito superior ao do CO2 e já representa cerca de 30% do aquecimento global desde a Revolução Industrial.
Dados e desdobramentos da emissão
O painel da AIE aponta que não há sinal de queda nas emissões mundiais de metano associadas ao setor de energia. A conferência em Paris busca acelerar a implementação de soluções eficazes para reduzir as emissões, conforme afirmou Monique Barbut, ministra francesa da Transição Ecológica, durante a abertura. Ela ressaltou que a luta envolve muitos atores públicos e privados, governos, empresas, investidores e cientistas.
Entre os números destacados pela agência, o setor petrolífero aparece como o grande emissor, respondendo por parte significativa das emissões com cerca de 45 milhões de toneladas. A agenda do encontro prevê encaminhamentos para reduzir perdas em cadeias de produção, melhorar monitoramento e ampliar tecnologias de captura e redução de vazamentos.
A iniciativa envolve a participação de diversas esferas, incluindo governos, empresas e a comunidade científica, com o objetivo de implementar ações rápidas e efetivas. Ainda não há estimativas finais sobre metassetas, mas a intenção é avançar na redução de metano para mitigar impactos no aquecimento global.
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