O surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, em viagem da Argentina até Cabo Verde, gerou alerta internacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, no domingo, três mortes associadas ao vírus, um caso confirmado e cinco sob investigação.
O navio navegava no Atlântico quando as autoridades iniciaram a vigilância de passageiros e tripulação. Não há detalhes sobre a identificação de pacientes específicos, apenas a atualização oficial da OMS.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores infectados. A infecção ocorre pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, sem necessidade de contato direto com eles.
Em geral, a transmissão entre pessoas é rara, o que reduz o risco de disseminação em larga escala. A única exceção conhecida é a cepa Andes, encontrada na região andina, com potencial limitado de transmissão.
No Brasil, a principal manifestação é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que afeta pulmões e sistema cardiovascular. Em algumas regiões, a hantavirose pode evoluir para quadros graves, incluindo SARA.
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