O infarto acontece com mais frequência pela manhã, entre 6h e meio-dia, segundo explicação de uma cardiologista de Harvard. O aumento do ritmo circadiano e do estresse ao despertar ajudam a explicar o fenômeno. A maior incidência ocorre nas primeiras horas após acordar.
Ao sair da cama, os níveis do hormônio norepinefrina sobem, elevando a pressão arterial. A desidratação matinal deixa o sangue mais espesso, facilitando a formação de coágulos. Além disso, há picos de proteínas que promovem coagulação, aumentando o risco de ruptura de placas nas artérias coronárias.
Pesquisas recentes sugerem que a resposta imune, especialmente a atuação dos neutrófilos, também está mais ativada pela manhã, o que pode ampliar danos após ataques cardíacos. Pessoas internadas pela manhã apresentam maiores danos ao coração do que as internadas à noite.
Fatores fisiológicos matutinos
A combinação de elevação da pressão arterial, desidratação e maior coagulação cria uma “tempestade” propícia ao evento. O relógio biológico regula desses processos, potencializando o risco entre as 6h e o meio-dia.
Neutrófilos, células ligadas à inflamação, aparecem em maior quantidade pela manhã, contribuindo para danos cardíacos quando ocorre ruptura de placas. Estímulos inflamatórios se intensificam nesse período, segundo análises recentes.
Estudo de 2025 sobre danos cardíacos
Uma análise com mais de 2.000 pacientes mostrou que quem sofre ataque pela manhã tende a apresentar maior inflamação e maiores danos ao coração. O estudo reforça o papel do sistema imunológico na gravidade dos eventos.
Prevenção e manejo
A melhor defesa envolve reduzir o LDL e adotar hábitos que reduzam a inflamação. Exercícios regulares, alimentação balanceada e, quando indicado, uso de estatinas ajudam a diminuir o risco. Em alto risco, a colchicina pode ser considerada para reduzir inflamação crônica.
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