A magreza extrema volta a ocupar espaço como símbolo de status, impulsionando o uso de “canetas emagrecedoras” sem indicação médica adequada. Em fevereiro de 2025, Maya Massafera gerou polêmica ao dizer que a magreza é valorizada por elites, reacendendo o debate sobre padrões de corpo.
Especialistas apontam que a valorização da magreza, associada a riqueza e sucesso, ganhou nova força com a popularização de dispositivos e substâncias para reduzir peso. Dados do MDIC indicam que, em 2025, as importações relacionadas a GLP-1 superaram itens como celulares, salmão e azeite, com crescimento de 88% ante 2024.
A psicologia e a sociologia ajudam a entender o fenômeno. Pesquisadores destacam que a magreza passou a simbolizar saúde e disciplina, alimentando desejos de consumo guiados pelo marketing. O discurso do corpo ideal, ainda eurocêntrico, é reforçado por veículos, redes e indústria estética.
Há também críticas ao uso de canetas que atuam como GLP-1 em pessoas sem indicação clínica. Estudos recentes avaliam riscos físicos, psicológicos e sociais, destacando a ausência de evidências robustas de eficácia e segurança para usuários não obesos.
Subtítulo: Riscos e evidências científicas
Pesquisas da FMUSP e da FSP-USP apontam efeitos colaterais comuns nesses medicamentos, como náusea ou alterações gastrointestinais. O estudo enfatiza a falta de dados sobre uso prolongado por pessoas sem indicação médica.
Especialistas ressaltam que os impactos vão além do corpo: o uso frequente pode alterar hábitos diários, alimentação e atividades físicas, com relatos de fadiga acentuada e alterações no apetite. Cresce a cautela sobre a prática como solução estética rápida.
Subtítulo: Contexto e debates
O debate científico reforça a necessidade de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo saúde, comportamento e políticas públicas. Um estudo internacional questiona o marketing que incentiva o consumo contínuo de GLP-1 para emagrecimento.
Pesquisadores alertam para o risco de efeito rebote: a interrupção pode levar ao retorno do peso perdido, o que pode incentivar uso vitalício sem dados de segurança a longo prazo. A discussão ressalta a carência de diretrizes claras para esse uso.
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