A Parker Solar Probe, missão robótica da NASA, mergulha na coroa solar para coletar dados diretos sobre ventos solares e o campo magnético da nossa estrela. O objetivo é entender melhor a turbulência do plasma ao redor do Sol. A missão foi lançada para avançar a astrofísica moderna.
Para enfrentar temperaturas de até 1.377°C, a sonda utiliza um escudo térmico de carbono de 11,4 centímetros de espessura, confeccionado com espuma de carbono entre duas placas. O conjunto protege instrumentos sensíveis mantendo-os em temperatura ambiente.
O design foi desenvolvido pelo Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University. Engenheiros organizaram a barreira térmica para absorver e dissipar o calor extremo que ocorre na coroa solar durante a aproximação à estrela.
A sonda viaja a cerca de 692 mil km/h. Essa velocidade é necessária para contornar a gravidade do Sol. A trajetória usa a gravidade de Vênus como estilingue para alcançar progressivamente a imersão na atmosfera solar.
Essa manobra orbital permite que a Parker aproxime-se cada vez mais do Sol, acionando uma navegação precisa no espaço profundo. O objetivo é obter leituras diretas de partículas e campos que influenciam o clima espacial.
Quais dados a missão busca? Os instrumentos medem velocidade e densidade do vento solar, mapeiam o campo magnético, estudam o aquecimento da coroa e analisam partículas energéticas que afetam satélites e astronautas.
Do ponto de vista prático, entender o comportamento solar ajuda a prever tempestades que podem danificar redes elétricas, sistemas de GPS e comunicações. A missão permite anticipar impactos na infraestrutura mundial.
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