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Surto de hantavírus em cruzeiro deixa 3 mortos e infectados

Surto de hantavírus a bordo de navio no Atlântico deixa três mortos e seis casos suspeitos, com evacuação médica e investigação da Organização Mundial da Saúde

O navio MV Hondius ancorou ao largo da costa da Praia, na ilha de Santiago, Cabo Verde.
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O navio MV Hondius sofreu um surto de hantavírus no Oceano Atlântico. Três mortos e mais pessoas ficaram infectadas a bordo, segundo a operadora. A tripulação informou que as vítimas são um casal holandês e um cidadão alemão.

Um passageiro britânico de 69 anos também foi diagnosticado com hantavírus, conforme a BBC. Ele está internado na UTI de Joanesburgo, na África do Sul. A mulher holandesa que faleceu também apresentava diagnóstico da doença, porém a causa da morte dos demais não foi divulgada.

O navio zarpou da Argentina com destino a Joanesburgo, tendo 149 pessoas a bordo. Com o surto, o navio encontra-se atracado perto de Cabo Verde. A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso para avaliar a possibilidade de surto.

Situação atual

O hantavírus é transmitido aos humanos por roedores via fezes, saliva ou urina e pode causar doenças respiratórias graves. Em raros casos, a transmissão ocorre entre pessoas. Ao todo, há seis casos suspeitos em investigação.

A primeira vítima adoeceu a bordo e faleceu em 11 de abril; o corpo foi retirado em 24 de abril, quando o navio chegou a Santa Helena. A esposa da vítima desembarcou, ficou doente na viagem de retorno e também morreu.

Em 27 de abril, a empresa confirmou que o passageiro britânico continuava gravemente doente. A evacuação médica e a triagem dependem de autorização das autoridades locais, com visitas de autoridades sanitárias à embarcação para avaliação. A transferência médica de dois pacientes ainda não ocorreu.

Contexto e próximos passos

A Oceanwide Expeditions, responsável pela viagem, afirma que a retirada de passageiros envolve coordenação com autoridades de saúde locais. A OMS mantém a vigilância para confirmar se há surto no navio ou na região. O caso ressalta a necessidade de monitoramento de doenças infecciosas em viagens marítimas.

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