Enzimas testadas contra o biofilme reduzem a resistência de bactérias aos antibióticos. O estudo, realizado no Instituto de Física de São Carlos da USP, avaliou enzimas produzidas em laboratório para uso junto a antibióticos contra bactérias multirresistentes. Os biofilmes protegem as bactérias, dificultando a ação de atual tratamento.
Pesquisadores explicam que o biofilme funciona como uma película adhesiva que permite a bactéria se defender de antibióticos e do sistema imune. Ao degradar essa “cola” que mantém as bactérias unidas, as enzimas fragilizam a defesa bacteriana e aumentam a eficiência dos fármacos.
As enzimas ApGH20 e ChGH20 foram aplicadas sobre biofilmes de Staphylococcus aureus. Em testes de microscopia, a camada protetora foi amplamente destruída, expondo as bactérias. Dentre os dois, ApGH20 mostrou maior eficiência, exigindo menor dose para o efeito.
O ponto mais promissor ocorreu quando as enzimas foram combinadas com gentamicina. Sem o biofilme, o antibiótico atuou de forma muito mais eficaz, reduzindo pela metade a concentração necessária para eliminar as bactérias protegidas.
Além de evidências com uma cepa humana, a equipe avaliou bactérias de mastite em bovinos. Resultados indicaram redução do biofilme, mas com variações conforme o tipo de biopolímero presente.
Perspectivas e próximos passos
Os autores afirmam que será necessário testar as enzimas em diferentes isolados bacterianos e com outros antibióticos para identificar combinações ideais. A continuidade envolve etapas pré-clínicas, estudos em animais e, posteriormente, aplicações hospitalares.
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