O Ministério da Saúde da África do Sul confirmou que a cepa de hantavírus identificada em um passageiro abordo de um navio de cruzeiro é a variante andina, a única conhecida capaz de transmissão entre pessoas. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira a uma comissão parlamentar.
O caso também aparece na Suíça, onde outro passageiro testou positivo. O navio MV Hondius segue com pacientes em tratamento e equipes monitoram contatos próximos para possíveis novas ocorrências. O governo suíço destacou que o risco à população é baixo.
Situação no MV Hondius
O navio tem 88 passageiros e 59 tripulantes, de 23 nacionalidades. Dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo; um morreu e o outro permanece hospitalizado. O terceiro caso confirmo ocorreu em Zurique, com o paciente hospitalizado no USZ.
Esclarecimentos médicos
Testes no laboratório de Genebra confirmaram a cepa andina. Segundo autoridades suíças, a transmissão entre pessoas pode ocorrer em situações de contato próximo, diferentemente de hantavírus europeus. O Ministério da Saúde suíço ressalta que o risco para a população é baixo.
Desdobramentos na região
O cruzeiro seguia da Argentina até Cabo Verde, partindo de Ushuaia no dia 1º de abril e ancorado em Cabo Verde desde domingo. Três mortos foram contabilizados pela OMS: um casal holandês e uma mulher alemã.
Reações internacionais ao atracamento
Após a notícia da OMS, a embarcação foi anunciada para seguir a um porto espanhol. O governo das Ilhas Canárias é contra o atracamento do MV Hondius nas Canárias, enquanto o Ministério da Saúde espanhol informou o plano de atracamento em Tenerife. A avaliação de autoridades espanholas aponta para rota alternativa.
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