O Suiso Frontier é um navio criado para testar o transporte de hidrogênio líquido por longas distâncias. No coração da embarcação está um tanque criogênico que mantém o LH2 a –253 °C, temperatura tão extrema que qualquer falha pode provocar evaporação rápida da carga.
O objetivo é demonstrar a viabilidade de uma cadeia de suprimento de energia limpa entre a Austrália e o Japão. A iniciativa envolve um consórcio internacional e o uso de tecnologia de isolamento avançada para evitar perdas e evitar mistura com o ar. A meta é avançar o transporte marítimo de hidrogênio sem comprometer a segurança.
Especificações do tanque criogênico
O tanque é de aço inoxidável com dupla parede e isolamento a vácuo, desenvolvido pela Harima Works, da Kawasaki Heavy Industries (KHI). Conta com suporte em FRP e capacidade total de 1.250 m³, equivalente a 75 toneladas por viagem. Uma unidade de combustão gerencia o boil-off gerado.
Características do navio
Desenvolvido pela KHI, o Suiso Frontier combina propulsão diesel-elétrica com tecnologia criogênica de ponta. O projeto permite transportar LH2 mantendo a segurança, mesmo com a demanda por energia limpa aumentando no setor naval.
A primeira viagem histórica de 2022
O consórcio HySTRA coordenou a operação, com apoio do Japão e da Austrália. A extração ocorreu no Vale do Latrobe, na Austrália, com gaseificação para gerar hidrogênio. A liquefação ocorreu em Hastings, e a travessia até Kobe somou cerca de 9.000 km.
Detalhes da cadeia logística
Entre extração e descarga, o processo envolve produção de gás a partir de carvão, resfriamento a –253 °C e transporte oceânico. Em 28 de janeiro de 2022, o Suiso Frontier partiu com a primeira remessa intercontinental de LH2, chegando a Kobe no final de fevereiro.
Perspectivas futuras
O estudo considera navios comerciais com tanques de até 160.000 m³ de LH2, aproximadamente 128 vezes a capacidade do Suiso Frontier. A comparação com navios-tanque de GNL já existentes evidencia o caminho tecnológico necessário para competir com combustíveis fósseis.
Conclusão operacional
O navio mais frio do mundo demonstra que a logística de transporte de hidrogênio é o principal desafio, não apenas a química. O modelo de demonstração de 2022 estabelece diretrizes para futuras embarcações comerciais e para a cadeia de suprimento de LH2.
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