A pequena sonda CubeSat SNAPPY, desenvolvida por uma universidade com apoio da NASA, foi lançada para estudar partículas que atravessam o espaço a velocidades próximas da luz. O lançamento ocorreu à 0h PDT de domingo, a partir do Space Launch Complex 4 East, na Base da Força Espacial Vandenberg, Califórnia, via foguete Falcon 9 da SpaceX, com implantação pela Exolaunch.
O objetivo é testar um protótipo de detector de neutrinos solares em órbita baixa da Terra, na polar. O detector pesa cerca de 225 gramas e utiliza quatro cristais dentro de um bloco de proteção de epóxi com tungstênio, tudo em uma plataforma CubeSat da Kongsberg NanoAvionics.
Detalhes da missão
A ideia nasceu do interesse na Parker Solar Probe, que se aproxima do Sol para observar sua corona. O professor Nick Solomey, da Wichita State University, ressalta que a intensidade de neutrinos no(sol) próximo ao Sol é cerca de mil vezes maior que na Terra, apontando potencial para avanços na compreensão cósmica.
Neutrinos são partículas fundamentais abundantes que podem ajudar a entender a estrutura do universo, a origem da massa e o próprio núcleo solar. Em Terra, detectores exigem abrigos subterrâneos para reduzir ruídos; no espaço, SNAPPY oferece um caminho para futuras missões de detector próximo ao Sol.
A linha de apoio inclui o programa NIAC da NASA, com fases de avaliação desde 2018 até 2021, que ajudaram a amadurecer o projeto até a demonstração de voo. A Marshall Space Flight Center projetou as placas de leitura eletrônica, enquanto estudantes da Wichita State programaram o computador de bordo para interagir com a eletrônica.
Até o momento, 36 estudantes de graduação e pós-graduação participaram do SNAPPY, em colaboração com a NASA Marshall, o Jet Propulsion Laboratory, a University of Minnesota, a University of Michigan e a South Dakota State University.
Entre na conversa da comunidade