Durante anos, pesquisadores tentaram entender por que irmãos mais velhos costumam ter melhor desempenho escolar, salários maiores e desenvolvimento cognitivo mais robusto que os caçulas. Um estudo internacional, com dados da Dinamarca, aponta uma explicação que vai além da escola ou da responsabilidade de primogênito: germes podem ter influência nesse diferencial.
Os pesquisadores analisaram registros administrativos de milhares de famílias e constataram que irmãos mais novos têm de duas a três vezes mais chances de ser hospitalizados por doenças respiratórias graves no primeiro ano de vida. A exposição precoce a infecções seria um fator que pode impactar o desenvolvimento cerebral nos anos iniciais.
A hipótese se fortalece com dados da Noruega, que associam a ordem de nascimento a diferenças em educação, renda e até gravidez na adolescência. Parte dessa variação também pode derivar de aspectos mais simples, como a atenção dos pais aos filhos.
O papel da exposição a infecções
Segundo o estudo, a frequência de adoecimentos na primeira infância de irmãos mais novos pode influenciar trajetórias cognitivas ao longo da vida. O mecanismo sugerido envolve impactos no desenvolvimento cerebral durante fases cruciais.
Atenção e recursos familiares
Outra linha de evidência aponta que a distribuição de atenção e recursos entre irmãos pode moldar oportunidades educacionais e resultados econômicos. Em conjunto, as descobertas destacam fatores biológicos e ambientais na formação de desigualdades entre irmãos.
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