O alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre hantavírus chega após a confirmação de cinco casos e três ainda em investigação a bordo do cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina há um mês. O navio segue monitorando passageiros e a tripulação.
Segundo a OMS, o risco de contágio em escala global é extremamente baixo. O porta-voz Christian Lindmeier, em Genebra, reforçou que o vírus é perigoso apenas para quem é infectado, e não representa, neste momento, uma ameaça de pandemia.
A incidência do hantavírus corresponde à cepa Andes, com potencial de transmissão entre humanos em raros casos. Apesar disso, a OMS e outras entidades não veem cenário semelhante ao da Covid-19, destacando que a propagação ocorre de forma diferente.
Origem do vírus
A variante Andes foi identificada pela primeira vez no Chile, em 1995, e hoje circula entre Chile e Argentina, especialmente na Cordilheira dos Andes, com cerca de 60 ocorrências anuais. A origem do surto a bordo ainda não foi definida.
Dados do surto
O navio MV Hondius saiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com destino a Cabo Verde. A primeira contaminação ocorreu antes da viagem, segundo a OMS: um holandês que apresentou sintomas pouco antes do embarque, em 6 de abril, após viajar por Chile, Uruguai e Argentina.
Medidas de vigilância
Não há vacina nem tratamento específico. Autoridades recomendam medidas sanitárias para limitar a transmissão e monitoramento contínuo dos passageiros já retornados, principalmente nos Países Baixos, Suíça, Alemanha e África do Sul.
Entre na conversa da comunidade