O complexo de Puma Punku, em Tiwanaku, na Bolívia, revela blocos de andesito de até 131 toneladas com encaixes quase perfeitos. Cientistas estudam como essas rochas foram trabalhadas há cerca de 1500 anos, sem uso de serras modernas ou argamassa.
Os blocos foram unidos por grampos de metal derretido, que travavam as canaletas das rochas. A técnica proporcionou vedação precisa e permitiu certo ajuste durante tremores, segundo pesquisadores da área.
A análise aponta que não houve uso de cimento; as peças encaixam como um grande quebra-cabeça. Furos e sulcos milimétricos indicam planejamento sofisticado e repetível, sem margens de erro.
Escavações revelaram uma rede subterrânea de pedras polidas que drenava água da chuva com eficiência. Estudos apoiados pela UNESCO confirmam soluções de saneamento e drenagem anteriores a grandes centros históricos europeus.
O estudo discute também a resistência estrutural diante de terremotos. Mesmo com alto nível de lapidação, a cidade ritual ao redor do lago Titicaca enfrentou uma seca prolongada que afetou a base agrícola.
Com a seca, a comunidade abandonou ferramentas de precisão e o centro urbano esvaziou. A pesquisa sugere que fatores climáticos, e não apenas técnica, explicam o declínio da ocupação no local.
A investigação reforça que o progresso humano não segue linha reta: avanços extraordinários coabitam com períodos de esquecimento ou abandono. Puma Punku permanece como referência de complexidade estrutural antiga.
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