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Surto de hantavírus em cruzeiro preocupa autoridades e passageiros

Navio MV Hondius permanece isolado após três mortes e detecção da cepa Andes, capaz de transmissão entre humanos, elevando a vigilância sanitária internacional

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O MV Hondius partiu de Ushuaia no dia 1º de abril, com 174 pessoas a bordo. Durante viagem por áreas remotas do Atlântico Sul e da Antártida, três passageiros morreram e houve identificações de casos suspeitos de hantavírus. A embarcação ficou isolada próximo a Cabo Verde e foi encaminhada, posteriormente, às Ilhas Canárias para triagem médica e repatriação.

O hantavírus é transmitido principalmente por contato com as secreções de roedores infectados, por meio da inalação de partículas em ambientes fechados. Não há vacina; o tratamento é de suporte clínico, com internação em unidades de terapia intensiva em casos graves. A infecção pode evoluir para complicações respiratórias severas.

A diferença deste episódio envolve a cepa Andes, a única com potencial de transmissão entre humanos. Ainda que rara, essa possibilidade preocupa especialistas, pois os casos confirmados no navio apresentaram essa variante. A Organização Mundial da Saúde mantém o risco para a população em geral baixo, mas ampliou a vigilância epidemiológica.

A identificação dos sintomas e diagnóstico

Os primeiros sinais costumam incluir febre, dor no corpo, cansaço e dor de cabeça, evoluindo para náuseas ou desconforto abdominal. Em cenários graves, ocorre dificuldade respiratória e acúmulo de líquido nos pulmões. A médica infectologista Heloísa Duarte ressalta que confirmar o hantavírus exige exame laboratorial.

Contexto e reação internacional

Navios de cruzeiro oferecem ambiente propício para disseminação de doenças, pela proximidade de convivência. O isolamento geográfico do Hondius dificultou diagnósticos rápidos e o acesso a tratamento especializado, aumentando a vulnerabilidade de passageiros e tripulantes.

A OMS emitiu alerta para países da América do Sul, incluindo o Brasil, que já registrou casos anteriores ligados ao contato com roedores. O caso mais recente no Brasil ocorreu em 2024, em Mato Grosso, em área rural associada a roedores. A orientação é de vigilância constante e prevenção, sem alarme.

Cooperação e monitoramento

A comunidade internacional mantém a investigação em andamento com participação de autoridades da Espanha, África do Sul, Holanda e OMS. O objetivo é esclarecer a transmissão, estabelecer medidas de segurança sanitária e apoiar possíveis ações de repatriação e monitoramento dos envolvidos.

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