A digitalização avança no setor mineral brasileiro, conectando coleta de dados geológicos a plataformas em nuvem. Dispositivos digitais substituem registros manuais, aumentando a precisão e a velocidade das análises. O objetivo é ampliar eficiência e reduzir impactos ambientais.
Agências públicas lideram a transformação. A ANM implementou ferramenta de mineração de dados com IA e criou um portal de geoinformação que centraliza informações, aumentando transparência no setor. O GeoSGB também disponibiliza gratuitamente o maior conjunto de dados geológicos do país.
Dispositivos portáteis têm ganhado espaço no campo, segundo a Axía Resources. Planos de coleta via tablets, sensores, drones e scanners 3D reduzem erros e permitem registro em tempo real. Softwares de modelagem 3D, IA e ML ajudam a interpretar dados e a reduzir incertezas.
Inovação e gestão de dados
A organização migra informações para bancos de dados centralizados e nuvem. A interoperabilidade entre bases governa análises mais ágeis e confiáveis, com maior capacidade de definição de alvos de perfuração.
Entretanto, ainda existem desafios. A integração de múltiplas fontes, padronização e qualidade de dados exigem esforços contínuos para evitar interpretações equivocadas e decisões de investimento inadequadas.
No campo, a Axía Resources utiliza tablets para geólogos, com software de coleta de dados e visualização. O sistema conecta equipes e permite acompanhar o progresso em tempo real, com operações offline até sincronizar.
Além disso, ferramentas nômades de geociências, como QField e Mx Deposit, ampliam capilaridade de dados. A empresa investe em capacitação, integração entre áreas técnicas e decisões baseadas em evidências.
O uso de soluções em convênios com universidades, como Leapfrog e Oasis Montaj, amplia modelagem de recursos e interpretações geofísicas. Essas iniciativas fortalecem a transparência e a gestão de recursos naturais no Brasil.
Entre na conversa da comunidade