Os dois casos de hantavírus no Paraná foram confirmados pela Sesa em fevereiro e em maio, mas só divulgados neste mês de maio. A confirmação ocorreu mesmo com a divulgação recente de casos e mortes a bordo de um cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde, segundo autoridades.
A Sesa informou que as contaminações são da cepa silvestre, transmitida por animais silvestres, sem relação com o surto do cruzeiro. Não há registro da circulação do vírus Andes no estado, que pode ter transmissão entre pessoas, conforme a OMS.
Entre os pacientes no Paraná, uma mulher de 28 anos, moradora de Ponta Grossa, foi registrada em fevereiro. Em abril, um homem de 34 anos, residente em Pérola d’Oeste, foi confirmado. Todos os casos são vinculados à circulação de roedores silvestres.
Ainda de acordo com a secretaria, há outros 11 casos em investigação e 21 descartados. A rede pública de saúde do estado monitoriza de perto os casos suspeitos, mantendo o hantavírus sob controle no Paraná.
Contexto e transmissão
A hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores infectados. A contaminação ocorre geralmente pela inalação de partículas presentes em urina, fezes ou saliva de roedores, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.
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