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Como o cérebro funciona no Parkinson: explicações de Dr. Kalil e especialistas

Especialistas dizem que a prevalência de Parkinson avança mais rapidamente que Alzheimer, com fatores ambientais e genéticos impulsionando o desenvolvimento

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Ao Sinais Vitais, especialistas discutem como o Parkinson afeta o cérebro e quais fatores podem influenciar seu desenvolvimento. A doença atinge cerca de 11,8 milhões de pessoas no mundo, com aproximadamente 500 mil casos no Brasil. O tema ganhou destaque em uma edição recente do programa.

No episódio, o Dr. Roberto Kalil conversa com as neurologistas Roberta Saba e Rubens Cury sobre as alterações cerebrais associadas ao Parkinson. O foco é entender o funcionamento da substância negra e a função da dopamina na regulação dos movimentos.

O que acontece no cérebro?

Roberta Saba explica que a doença envolve a degeneração de neurônios na substância negra, região onde a dopamina é produzida. Sem dopamina, surgem lentidão de movimentos, rigidez e tremor de repouso, sinais característicos do Parkinson.

Causas e fatores de risco

A causa ainda não é plenamente conhecida. Roberta classifica o Parkinson como de origem idiopática, decorrente de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Casos com possível relação a pesticidas ilustram a influência de fatores externos.

Rubens Cury, do Ambulatório de Estimulação Cerebral Profunda da USP, cita poluição, industrialização e uso de agrotóxicos entre os elementos ambientais em estudo. Estudos internacionais apontam maior incidência em regiões mais poluídas, sugerindo interação entre genética e ambiente.

Idade de manifestação e hereditariedade

Não há idade fixa de início, mas a prevalência é maior após os 55 anos. Quando o quadro surge antes dos 50, recebe o rótulo de Parkinson precoce e costuma ter forte componente genética. Em cerca de 10% dos casos identifica-se algum gene alterado.

Rubens Cury reforça que, na grande maioria dos casos, o teste genético é negativo, o que reforça a relevância de fatores ambientais e da interação com a hereditariedade. A equipe ressalta a importância de continuidade na investigação para melhor compreensão da doença.

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