O navio de cruzeiro MV Hondius permanece no centro de uma evacuação internacional após confirmar-se um surto de hantavírus a bordo. Países europeus, Estados Unidos e a União Europeia organizam deslocamentos aéreos para resgatar seus cidadãos na madrugada de domingo, com chegada prevista ao Porto de Granadilla, em Tenerife, na Espanha.
A operação envolve aeronaves de Alemanha, França, Bélgica, Irlanda, Holanda e Estados Unidos. A UE mobiliza mais duas aeronaves, e o Reino Unido também participa com planos de apoio a países sem capacidade operacional. O desembarque está programado entre 3h e 5h no horário local.
Logística de evacuação aérea em Tenerife
A estratégia prioriza a biosseguridade. Os espanhóis serão os primeiros a deixar o navio; demais grupos dependem da disponibilidade de cada país. Passageiros partirão com bagagens mínimas, e corpos das vítimas serão removidos para a Holanda para desinfecção, conforme explicou a ministra de Saúde espanhola, Mônica Garcia. O uso de máscaras é obrigatório para reduzir riscos.
A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso, com Tedros Adhanom Ghebreyesus em solo espanhol para coordenar o desembarque. Segundo a OMS, não há novos casos sintomáticos no momento, mas o alerta permanece alto devido ao período de incubação do hantavírus.
Histórico do surto e quadro clínico
A origem do contágio pode remontar a um voo em Joanesburgo, antes do embarque de alguns passageiros, segundo monitoramento. A evacuação total deve terminar até a tarde de segunda-feira, com 17 tripulantes desembarcando em Tenerife e 30 profissionais mantendo o navio para a desinfecção na Holanda.
Casos confirmados indicam alta gravidade desde o início de abril: o primeiro homem apresentou sintomas em 6 de abril e faleceu em 11 de abril; a esposa morreu na África do Sul, com confirmação do hantavírus. Uma passageira alemã morreu no início de maio. Um britânico permanece em terapia intensiva, enquanto outros evacuados já evoluem para condições estáveis ou assintomáticas.
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