No CNN Sinais Vitais, neurologistas discutem avanços no tratamento da doença de Parkinson e o papel da atividade física na evolução do quadro. A discussão envolve especialistas de destaque em pesquisa clínica no Brasil.
Roberta Saba, da UNIFESP, destaca que a atividade física ganhou posição central no manejo da doença desde os estágios iniciais. Estudos sugerem que exercícios podem modificar a evolução, principalmente no equilíbrio e na marcha. A prática passou a ser uma prescrição neurológica.
A médica ressalta ainda a importância de mudanças alimentares. Pacientes com Parkinson costumam ter obstipação, que pode atrapalhar a absorção de fármacos. Dieta rica em fibras, água e hábitos saudáveis ajudam na evolução da doença.
Rubens Cury, do HCFMUSP, apresenta as perspectivas terapêuticas. Ele divide as linhas em terapias sintomáticas e modificadoras da doença, com foco em avanços já próximos da prática clínica brasileira.
Entre as terapias sintomáticas, Cury cita a possibilidade de aprovação no Brasil de uma medicação baseada em dopamina subcutânea. A solução, já utilizada em outros países, promete maior estabilidade ao longo do dia, com funcionamento 24 horas.
Nas terapias modificadoras, o neurologista aponta cinco caminhos em estudo. Um destaque é a terapia com células-tronco, aprovada no Japão, com pacientes apresentando melhora em dois anos em estudo publicado na Nature. O procedimento envolve implante de células-tronco produtoras de dopamina no cérebro.
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