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Descobertas sobre as frequências auditivas máximas e mínimas do ouvido humano

Audição humana vai de 20 Hz a 20 kHz; ultrassônicas atuam em aplicações diversas, e exposições acima de 85 dB podem causar dano auditivo

Certas frequências são inaudíveis para a audição humana. Entenda o que está fora desse intervalo — Foto: Pexels
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Durante a audição humana, as frequências captadas variam entre 20 Hz e 20 000 Hz. Esse intervalo pode mudar com a idade e com condições individuais; bebês costumam ouvir além, enquanto adultos geralmente ficam entre 15 e 17 kHz. O que se ouve depende da frequência das ondas sonoras, que definem graves ou agudos.

Pesquisas indicam que pessoas com perda auditiva podem ouvir em faixa menor, e músicos treinados conseguem distinguir pequenas variações de frequência que passam despercebidas para leigos. A genética também parece influenciar, com alguns indivíduos possuindo audição naturalmente mais ampla.

Entre os tons baixos, de 20 a 60 Hz, ficam os subgraves, que às vezes são sentidos mais pelo corpo do que ouvidos. Em música eletrônica, por exemplo, as batidas podem reverberar no corpo antes de ser percebidas pela audição. Assim, sensação e percepção podem divergir.

Batidas graves de voz masculina costumam chegar a cerca de 85 Hz, enquanto notas extremamente baixas existem, como o caso de Tim Storms, que mantém notas a 0,189 Hz. Esse registro é tão baixo que não é audível, apenas sentido. O artista entrou para o Guinness World Records por esse feito.

Frequências acima de 20 kHz recebem o rótulo de ultrassônicas e têm aplicações práticas, desde sonares até ultrassom médico. Outras áreas industriais utilizam esse espectro para processos químicos e mineração. O uso requer cuidado, pois exposições prolongadas podem causar dor, tontura ou náusea.

Decibéis definem a intensidade sonora, enquanto hertz medem a frequência. Volume e frequência não sofrem a mesma alteração: aumentar o volume não muda a frequência, apenas a amplitude das ondas. A audição humana consegue reconhecer sons entre 0 e 120–140 dB, sendo 0 o limiar de audição e 140 o limiar de dor.

Exposição contínua a sons acima de 85 dB pode prejudicar a audição. Ruídos de máquinas pesadas, sirenes, trânsito intenso e eletrodomésticos comuns podem alcançar esse nível. Medidas simples de proteção auditiva ajudam a evitar danos a longo prazo.

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