O relatório Fraud Beat 2026, da AppGate, aponta que a Venezuela foi o país da América Latina com o maior crescimento de fraudes digitais em 2025. A pesquisa evidencia que golpes envolvendo phishing, uso indevido de marcas e redes sociais vêm impulsionando uma cadeia cada vez mais industrializada de golpes na região e no mundo.
O documento destaca que o phishing é a principal forma de ataque, somando ataques por e-mail, mensagens, ligações, sites fraudulentos, redes sociais e até códigos QR. A usurpação de identidade facilita a obtenção de credenciais e o acesso a contas para saques.
Na Venezuela, as fraudes digitais em 2025 aumentaram 228% ante 2024, seguido por Guatemala (206%), Costa Rica (182%), Nicarágua (170%) e Bolívia (89%). Outros países no top 10 incluem Dominica, República Dominicana, Brasil, Chile e El Salvador, em diferentes escalas.
Tendências e impactos
O relatório aponta que as fraudes já não se concentram apenas em canais tradicionais como o e-mail; plataformas externas, especialmente redes sociais, aparecem como origem principal. Em redes sociais, golpes e falsificação de identidade respondem por cerca de 86% das ameaças.
O uso de identidade falsa nas redes diminui a visibilidade da origem do ataque e aumenta o risco de invasão de contas. Entre os setores mais visados estão finanças, varejo, governo federal, tecnologia e turismo.
O modelo de fraude, segundo a apuração, reúne quatro elos: exposição externa (redes sociais e marcas); roubo de identidade (phishing, smishing e códigos QR); controle de contas (credenciais roubadas) e saques (transferências e fraudes BEC). No final da cadeia, as fraudes BEC trazem falsos pedidos de executivos para solicitar dados ou dinheiro.
O relatório registra crescimento de 136% nas transferências associadas a golpes de e-mail corporativo (BEC no último trimestre de 2025), indicando foco dos invasores em ganhos rápidos.
Custos e respostas das organizações
Para instituições financeiras, cada dólar perdido em fraude representa um custo total de cerca de US$ 5,16, envolvendo perda direta, recuperação, operação e reputação. Empresas líderes têm Normandy adotando controles em tempo real, com integração de ferramentas e monitoramento contínuo.
As organizações passam de abordagens reativas para modelos baseados em decisões em tempo real, priorizando redução de exposição externa, avaliação contínua de riscos, atrito adaptativo em momentos críticos e bloqueio automatizado de ataques com tempos de resposta definidos.
Entre na conversa da comunidade