O navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, iniciou neste domingo a repatriação de seus passageiros e tripulantes no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A operação segue com voos programados para várias nações, entre elas Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, com conclusão prevista até segunda-feira (11).
Cerca de 150 ocupantes já desembarcaram sob esquema sanitário, vestindo trajes de proteção azuis. Os passageiros são levados de lancha ao aeroporto, onde passam por desinfecção e permanecem em observação médica sem apresentar sintomas.
A embarcação partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, registrando o surto que deixou três mortes até o momento. A diretora da Proteção Civil da Espanha, Virginia Barcones, informou que, se tudo ocorrer conforme o planejado, o navio embarcará rumo aos Países Baixos às 19h (horário local) de segunda-feira, com apenas parte da tripulação. A logística envolve coordenação com autoridades espanholas e presença da OMS.
Equipes médicas já embarcaram no cruzeiro para avaliar os passageiros, que permanecem assintomáticos. No Porto de Tenerife, estruturas de apoio, tendas da Guarda Civil e ônibus da Unidade Militar de Emergência foram montados para o translado ao aeroporto, mantendo isolamento entre motoristas e passageiros.
Até o momento, há voos previstos para várias nações ao longo do dia. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, confirmou as rotas, que incluem Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, com o último voo para a Austrália previsto para segunda-feira. A operação é acompanhada pela chefe de governo espanhol e por representantes da OMS, incluindo Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O último balanço da OMS aponta seis casos confirmados entre oito suspeitos de hantavírus. Entre as vítimas estão um casal holandês e uma passageira alemã. O hantavírus é uma doença rara, sem vacina ou tratamento específico, e o risco de saúde pública é considerado baixo pela organização. Equipes de saúde pública seguem monitorando a evolução do episódio.
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