Os microplásticos, pedaços de plástico com menos de 5 mm, voltaram a ganhar atenção ao serem encontrados em tumores. Pesquisas recentes indicam presença em tecidos de câncer, como pulmão, fígado e estômago. A informação chega por meio do trabalho do médico Stenio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C. Camargo.
Segundo Zequi, as substâncias não seriam causadoras diretas do câncer. A hipótese é de que os microplásticos entram no organismo por inalação, ingestão de alimentos ou contato com a pele. A presença em tumores não implica relação causal comprovada, apenas associação observada.
Em uma das análises, microplásticos foram detectados em 9 de 10 amostras de câncer de próstata. Os pesquisadores destacam que esses resultados não definem uma relação causal, exigindo estudos adicionais para esclarecer mecanismos e implicações à saúde.
Resultados e limitações
Além da associação observada, as pesquisas ressaltam limitações metodológicas e a necessidade de padronização de técnicas. A equipe enfatiza cautela para não interpretar a presença como causa do câncer, mantendo o foco na evidência disponível.
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