O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o hantavírus detectado em um cruzeiro que desembarcou em Tenerife não é a Covid e que o risco para a população local é baixo. A avaliação levou em conta a natureza da doença e as medidas adotadas pelas autoridades espanholas.
O navio Hondius chegou ao porto de Granadilla, no sul de Tenerife, na madrugada de domingo, 10 de abril, com mais de 100 ocupantes a bordo. O cruzeiro havia partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril e iniciou o desembarque assim que entrou no porto, às 5h GMT (2h em Brasília).
Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, o último voo de repatriação, destinado à Austrália, está previsto para segunda-feira, 11. Ela acrescentou que o grupo de passageiros que desembarcaria inicial terá prioridade espanhola, seguido pelos Países Baixos e demais países.
Desembarque e coordenação internacional
A ministra informou que a equipe de Saúde Exterior a bordo realizou a avaliação epidemiológica, com apoio do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), da OMS e de especialistas holandeses. Todos os passageiros estão assintomáticos, segundo a autoridade espanhola.
Conforme o cronograma divulgado, as evacuações devem seguir conforme as decolagens programadas. Vôos estão previstos para Canadá, Turquia, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Estados Unidos, entre outros destinos, conforme a disponibilidade de horários.
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