O estudo avaliou se a mamografia de rotina pode ajudar a prever o risco de doenças cardíacas em mulheres. Com IA, pesquisadores dos Estados Unidos analisaram sinais precoces de alterações nas artérias a partir de exames usados para rastrear câncer de mama. O objetivo: ampliar o uso da mamografia além da oncologia.
Foram analisados dados de 123.762 mulheres submetidas a mamografias de rotina, sem histórico prévio de doença cardiovascular. A IA mediu a presença de depósitos de cálcio nas artérias mamárias, indicador de envelhecimento vascular e enrijecimento.
Os resultados mostram que esses depósitos se associam a maior risco de eventos cardiovasculares, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca. A pesquisa foi publicada em março no European Heart Journal.
A função adicional da mamografia pode orientar a estratificação de risco e a adoção de medidas preventivas mais personalizadas. A aplicação clínica ainda demanda validação por estudos adicionais com métodos complementares.
Especialistas ressaltam que o acúmulo de cálcio nas artérias mamárias, isoladamente, não determina infarto. Trata-se de uma manifestação de aterosclerose sistêmica, exigindo confirmação com outras avaliações.
Apesar do potencial, a prática não deve substituir exames cardiológicos específicos quando houver suspeita clínica. Pesquisas futuras devem esclarecer como a mamografia com IA pode integrar a rotina de saúde cardiovascular.
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