O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os casos de hantavírus registrados no Brasil não guardam relação com o surto identificado a bordo de um navio de cruzeiro na Europa. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11).
Padilha informou que o Brasil registra sete casos de hantavírus no momento, número considerado dentro da média histórica, que varia entre 38 e 45 ocorrências anuais. Ele destacou que o cenário epidemiológico permanece sob controle e não há risco de disseminação semelhante ao episódio europeu.
Segundo o ministro, a cepa detectada no cruzeiro é típica da região andina e possui característica incomum: a transmissão entre humanos. Ele garantiu que o Brasil não registra circulação da cepa andina e que o país lida com outras variantes do hantavírus.
Padilha ressaltou a capacidade do sistema de vigilância sanitária de identificar rapidamente as variantes em circulação no país. A principal forma de contágio, acrescentou, continua sendo a inalação de partículas de fezes ou urina de roedores silvestres.
O ministro citou ainda a posição da Organização Mundial da Saúde, que não classifica o episódio do cruzeiro como risco pandêmico global. Autoridades espanholas teriam seguido protocolos para conter possíveis transmissões entre passageiros.
As declarações foram feitas durante a cerimônia de lançamento de um edital do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), em parceria com o Ministério das Comunicações, com foco em ampliar conectividade em UBS de regiões remotas.
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