A chegada da primeira onda de frio de 2026 acende alerta sobre a vacinação contra a gripe. O avanço de casos respiratórios acontece em meio à circulação simultânea do Influenza e do VSR, elevando a pressão sobre serviços de saúde.
A Organização Pan-Americana da Saúde aponta aumento global da influenza desde outubro de 2025, com predomínio da Influenza A (H3N2). No Brasil, 26 estados já registram crescimento de casos de SRAG, segundo o Ministério da Saúde. O subclado K de H3N2 foi identificado pela primeira vez no país em dezembro, sinal de evolução viral.
A médica Melissa Palmieri, sanitarista e vice-presidente da SBIm – Regional São Paulo, explica que fatores climáticos e mudanças no comportamento dos vírus anteciparam a temporada respiratória. Ela diz que o pico pode ocorrer antes da vacinação, o que atrapalha a proteção já instalada.
Se o pico antecede a imunização, há um descompasso para a produção de anticorpos, alerta a especialista. Em relação ao VSR, a sobreposição de vírus aumenta a ocupação de leitos pediátricos e geriátricos, dificultando o diagnóstico inicial sem testes moleculares.
Perguntas frequentes sobre a vacina
Diante da situação, especialistas respondem a dúvidas comuns. A vacina não deve ser tomada se houver febre alta ou quadro clínico intenso no momento; o ideal é adiar até a melhora. A imunização não causa gripe, pois utiliza vírus inativados.
O esquema precisa ser renovado a cada ano, já que o vírus sofre mutações e a proteção pode diminuir com o tempo. As formulações visam as cepas com maior circulação prevista, mantendo eficácia para reduzir casos graves.
Pessoas imunocomprometidas podem se vacinar, desde que haja orientação médica sobre o melhor momento. Além da vacina, higiene das mãos, ambientes ventilados, evitar contato com doentes e uso de máscara ajudam na prevenção.
O que fazer se aparecerem sintomas
Caso haja febre ou sintomas gripais após a vacinação, é aconselhável procurar atendimento médico rapidamente e realizar o teste. Antivirais funcionam melhor quando iniciados dentro de 48 horas do início dos sinais.
Manter hidratação é essencial, com líquidos como soro, água, chás e sucos. Em quadros que persistem, nutricionista ou médico pode indicar suplementos nutricionais, conforme necessidade individual.
Entre na conversa da comunidade