O estudo da Kaspersky aponta que 48% das senhas já vazadas podem ser descobertas por hackers em menos de um minuto. Em um intervalo de até uma hora, esse índice sobe para 60%. A avaliação foi baseada na análise de 231 milhões de códigos entre 2023 e 2026.
Segundo a empresa, o ganho de velocidade ocorre graças ao poder de processamento de placas de vídeo modernas usadas em ataques. Na edição anterior, a RTX 4090 foi substituída pela RTX 5090, elevando a capacidade de quebra para 220 bilhões de hashes por segundo.
Essa evolução reduz a barreira de acesso a ataques automatizados, especialmente quando serviços em nuvem oferecem aluguel de GPU por curto período. Mesmo assim, nem todos os hackers precisam de hardware topo de linha para explorar as vulnerabilidades.
O que sustenta a vulnerabilidade envolve não apenas o hardware, mas padrões de uso de senhas. Sequências criadas por humanos e processos gerados por IA costumam deixar traços identificáveis, facilitando tentativas de decifração.
A pesquisa ressalta que senhas com oito caracteres costumam ser decifradas em poucas horas, o que reforça a necessidade de estratégias mais robustas. O relatório recomenda o uso de gerenciadores para criar sequências aleatórias e evitar anotações informais.
Além de não salvar senhas em arquivos de texto ou no navegador, a atualização constante de medidas de segurança é destacada como parte da higiene digital. A autenticação em duas etapas surge como medida mais eficaz.
A recomendação principal é adotar apps de autenticação, como Google Authenticator, Authy ou Yandex ID, para gerar códigos temporários. O envio de códigos por e-mail ou SMS, embora comum, é considerado menos seguro.
Especialistas enfatizam que a proteção de dados depende de camadas: senhas fortes, atualização de medidas e autenticação de dois fatores. A combinação de práticas reforçadas reduz a vulnerabilidade a ataques modernos.
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