Sarcopenia é a perda progressiva e generalizada de massa muscular, força e desempenho associada ao envelhecimento. A condição aumenta o risco de quedas, fraturas, incapacidade funcional, hospitalizações e mortalidade. Ela pode ser um processo natural, mas requer atenção clínica quando se torna relevante.
Atenção aos fatores desencadeantes: alterações hormonais, inflamação de baixo grau, sedentarismo, ingestão proteica insuficiente e doenças crônicas como cardíopatias, DPOC, diabetes e câncer. O envelhecimento reduz o número e o tamanho das fibras musculares, especialmente as do tipo II, que dão força e potência.
O diagnóstico começa pela avaliação da força muscular, com testes simples de preensão ou de levantar e sentar. A confirmação ocorre pela verificação de baixa massa muscular por bioimpedância ou DXA. O desempenho físico, medido pela velocidade de marcha, ajuda a classificar a gravidade.
Diagnóstico e tratamento
O tratamento prioriza exercício físico estruturado, com musculação ou treino de carga. A prática deve ser regular, progressiva e orientada por profissional habilitado. Exercícios de equilíbrio e treino funcional reduzem o risco de quedas e fortalecem a autonomia.
A alimentação desempenha papel crucial. A ingestão proteica adequada varia entre 1,2 e 1,5 g/kg/dia para idosos, ajustada ao estado clínico. Distribuir a proteína ao longo do dia e priorizar fontes de alto valor biológico é recomendado.
Em alguns casos, a suplementação proteica é indicada quando a meta proteica não é atingida pela alimentação. O manejo de doenças crônicas, a revisão de medicamentos que possam comprometer a força e a prevenção da imobilidade são partes relevantes do cuidado.
Não há medicação isolada aprovada para sarcopenia; o cuidado baseia-se em exercício e nutrição adequados. A prevenção começa cedo, com atividade física regular, alimentação balanceada e acompanhamento médico periódico.
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