Google anunciou o Googlebook, uma nova plataforma de laptops movida a inteligência artificial e baseada em Android. A apresentação ocorreu no The Android Show, no YouTube, sem confirmar o nome final do sistema, que estava em código Aluminium OS. Fabricantes como Dell, Acer, Asus, HP e Lenovo já firmaram acordo para lançar Googlebooks ainda neste outono.
A ideia é não substituir Chromebooks, mas expandir a presença da Google em laptops premium. O Googlebook deverá oferecer aplicativos de desktop e recursos avançados, com foco em experiência integrada a Android e Gemini Intelligence. A promessa é reunir inovação do ecossistema Android com capacidades de hardware e software otimizadas.
Entre as novidades, destaca-se o Widget gerado por IA via Android 17: o recurso permitirá criar widgets por comando natural com Gemini, como rastreio de câmbio ou previsões meteorológicas. Outro destaque é o “Magic Pointer”, um cursor com sugestões contextuais acionadas ao balançar o ponteiro sobre itens.
O Googlebook utiliza a Play Store para apps, mas desde já admite versões desktop de apps Android adaptadas ao tamanho da tela, para além de apps web. A empresa afirma que os apps poderão ter funcionalidades diferenciadas no modo desktop, indo além da simples transposição de plataformas.
Alexander Kuscher, diretor sênior da Google responsável por Android tablets e laptops, explica que o ecossistema Android facilita a criação de versões desktop mais completas. O projeto busca uma experiência nativa para o tamanho de tela maior, com hardware e segurança integrados ao software.
Kuscher também sinalizou que o Googlebook terá um design premium, com opção de montagem em diferentes especificações e suporte a arquiteturas ARM e x86. O dispositivo será identificado por uma faixa de LED com as cores do Google, design conhecido como glowbar, que privilegia a estética sem exibir logos em excesso.
Quanto à compatibilidade entre dispositivos, o Googlebook promete funcionar de forma integrada com celulares Android, permitindo continuar trabalhos de onde parou. A interoperabilidade com iPhones terá limitações, segundo o executivo, enquanto a experiência entre plataformas ainda está em desenvolvimento.
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